quarta-feira, 8 de junho de 2011

Verdades emolduradas frente a um cenário criterioso

É notável a mudança criteriosa que o homem moderno presencia nesse novo cenário regido pelas garras da máquina capitalista. Os surgimentos e reformas, tanto no campo tecnológico quanto no campo cultural são determinadas exclusivamente na direção do lucro. Não se faz necessária uma pesquisa tão densa para sentirmo-nos livres a afirmar que o sistema de arrecadar é o guia para todas as ações do homem capitalista. Nesse sentido, a linha mais tênue que podemos perceber é a condição das relações humanas frente ao capitalismo moderno. Muito tem se falado sobre relações superficiais ou “falsas”.

Proponho uma nova visão sobre tal paradigma: uma reformulação dos conceitos afetivos que já conhecemos. Ora, se duas pessoas se relacionam por motivos diferentes (a primeira por sentir-se bem na presença na segunda, enquanto essa somente a atura por interesse material, por exemplo) e ambas obtém aquilo que buscam na relação, qual o problema que há aí? O tempo passa, as coisas mudam e não podemos deixar que nossos conceitos de certo ou errado, superficial ou intenso permaneçam estagnados; ouso ir mais fundo e dizer que o homem deveria abolir esses conceitos. Certo, errado? Por que é certo? Por que é errado? Porque alguém disse que era, e até então continua sendo.

Talvez me equivoque na tentativa de compartilhar um pensamento que vai contra conceitos arraigados na filosofia barata da maioria em uma ferramenta tão pouco segmentada que é, hoje, a internet. Mas não boicotarei-me deixando de lado a tentativa, que, no fundo, é apaziguadora, de levar uma boa dose de filosofia e pensamentos relativamente brutais àqueles que não tem o costume de pensar com a cabeça de outras pessoas ou mesmo outras personas. Afinal, como diz o grande pensador Umberto Eco, "nem todas as verdades são para todos os ouvidos."

Furto-me ao não ter, até aqui, recorrido ao grande autor sobre tal assunto: Friedrich Nietzsche! É visível tal discussão em seu livro Genealogia da Moral e, no geral, em toda a sua obra. Porém, se decido aqui estender-me através da perspicácia mirabolante de nosso amigo alemão, devo redigir mais centenas de linhas deveras fundamentais. Comprometo-me, então, a terminar este pequeno texto tornando então visível a promessa que surge de meu âmago de voltar até aqui e redigir ponderosas linhas sobre o que seria talvez o maior autor da história da Alemanha.

Um comentário:

  1. Conselho a quem leu até o fim e ficou sem entender muito bem: releia! É um texto difícil mas que vale a pena. Abraço.

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