quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ordem Natural

Suponhamos que eu jogue uma pedra num rio e essa pedra assuste um peixe que aí saia saindo: quanto à ordem natural e ao que chamamos destino, eu estaria participando ou estaria interferindo?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Home Sapiens?

O Homo se diz Sapiens, mas o que mais me parece faltar é sapiência. Realmente não sei se o que você chama de verde é a mesma cor que eu vejo, calotas polares derretem e modificamos códigos genéticos em nome da ciência. Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada. Esquece que caixão não tem gaveta e que, dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Falando com estranhos #1

Eu estava cheio de trabalhos para fazer e como de costume decidi sentar em um banco qualquer do campus e não fazer nada. Enquanto isso, avisto um cara bem longe que parece bem perdido e que se aproxima de mim:

-Ei, cara! Você estuda por aqui? Preciso de ajuda.
-Claro, pode pedir.
-Perguntar.
-O que?
-Não vou pedir nada, vou perguntar. São coisas diferentes.
-Pra mim é a mesma coisa.
-Tu tá mal informado então, são bem diferentes.
-Olha, eu sempre falei assim; nunca tive problemas.
-Gente mal estudada.
-Ok, ok. Tu quer ajuda ou não?
-Tá. É o seguinte preciso achar um lugar pra fazer um cadastro da matrícula, ou algo do tipo.
-Não faz sentido... Cadastro e matrícula são praticamente a mesma coisa.
-Sei lá, foi o que me disseram.
-É, mas tu tá mal informado então. São a mesma coisa.
-Tanto faz, caralho. Afinal, tu vai me ajudar?
-Não posso ajudar se tu não sabe o que quer.
-Eu sei, porra, acabei de te falar. Cadastro da matrícula, cadastro da matrícula!
-Bom, então não sei.
-Que idiota, nem sabe nada. E disse que conhece o lugar.
-Tu tá estressado, calma. E eu não disse que conhecia.
-Mas devia. Que trouxa.
-Não é minha obrigação nem te ajudar.
-Vai a merda!

Nesse momento eu fechei os olhos por um segundo, respirei fundo e fiz o que qualquer outra pessoa faria: Cuspi da cara dele, dei-lhe um chute no saco e fui fazer meus trabalhos.

Gente mal informada estressada.

Aula de hipnose

A partir de agora você vai:
  • Respirar manualmente
  • Piscar os olhos manualmente
  • Sentir sua língua desconfortável em sua boca

Só isso. 
Beijos de urso.

Sobre a exclusão social em um ambiente de plurilateralismo social

Torna-se intrinsecamente relevante, hoje, para os universitários, travar a conversação diagramada que segue no sentido da exclsuão a partir do viés dos pequenos grupos que se arraigam em determinada faceta de uma turma como um todo. É incrível o fato de as pessoas sentirem-se no direito de pensá-las próprias como alguém que está a cima do nível social de demais indivíduos. É necessário que haja, entre alunos (e quando digo "alunos", refiro-me a todo o corpo dicente,) uma convecção plurilateral em distintos sentidos mas com um objetivo regente: a integração social entre todos no âmago do pensamento de que a definição concretizada não provém do sentido de sermos definidos de maneira plurimodal.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Conversas lógicas #2

Outra conversa flagrada entre duas pessoas nos corredores:

-Cara, as vezes eu queria ser bem feio e feder.
-Tu já é feio.
-Cala a boca.
-Tá, mas por que isso?
-É que daí ninguém nunca ia sentar do meu lado no ônibus e eu ia ter os dois bancos só pra mim.
-(...) É, e nenhuma guria iria querer chegar perto de ti.
-E quem precisa de garotas quando se tem os dois bancos no ônibus?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Verdades emolduradas frente a um cenário criterioso

É notável a mudança criteriosa que o homem moderno presencia nesse novo cenário regido pelas garras da máquina capitalista. Os surgimentos e reformas, tanto no campo tecnológico quanto no campo cultural são determinadas exclusivamente na direção do lucro. Não se faz necessária uma pesquisa tão densa para sentirmo-nos livres a afirmar que o sistema de arrecadar é o guia para todas as ações do homem capitalista. Nesse sentido, a linha mais tênue que podemos perceber é a condição das relações humanas frente ao capitalismo moderno. Muito tem se falado sobre relações superficiais ou “falsas”.

Proponho uma nova visão sobre tal paradigma: uma reformulação dos conceitos afetivos que já conhecemos. Ora, se duas pessoas se relacionam por motivos diferentes (a primeira por sentir-se bem na presença na segunda, enquanto essa somente a atura por interesse material, por exemplo) e ambas obtém aquilo que buscam na relação, qual o problema que há aí? O tempo passa, as coisas mudam e não podemos deixar que nossos conceitos de certo ou errado, superficial ou intenso permaneçam estagnados; ouso ir mais fundo e dizer que o homem deveria abolir esses conceitos. Certo, errado? Por que é certo? Por que é errado? Porque alguém disse que era, e até então continua sendo.

Talvez me equivoque na tentativa de compartilhar um pensamento que vai contra conceitos arraigados na filosofia barata da maioria em uma ferramenta tão pouco segmentada que é, hoje, a internet. Mas não boicotarei-me deixando de lado a tentativa, que, no fundo, é apaziguadora, de levar uma boa dose de filosofia e pensamentos relativamente brutais àqueles que não tem o costume de pensar com a cabeça de outras pessoas ou mesmo outras personas. Afinal, como diz o grande pensador Umberto Eco, "nem todas as verdades são para todos os ouvidos."

Furto-me ao não ter, até aqui, recorrido ao grande autor sobre tal assunto: Friedrich Nietzsche! É visível tal discussão em seu livro Genealogia da Moral e, no geral, em toda a sua obra. Porém, se decido aqui estender-me através da perspicácia mirabolante de nosso amigo alemão, devo redigir mais centenas de linhas deveras fundamentais. Comprometo-me, então, a terminar este pequeno texto tornando então visível a promessa que surge de meu âmago de voltar até aqui e redigir ponderosas linhas sobre o que seria talvez o maior autor da história da Alemanha.